Minha libertação do feminismo



Bem-vinda ao século XXI. Nada é real, apenas o que você deseja que seja. A sua verdade é única e exclusivamente sua, sem obrigação nenhuma de fazer sentido para o resto do mundo, porque o que importa é como você se sente sobre ela. Valores são relativos, a moral é questionável. Sendo eu uma garota de 18 anos, cristã, veio várias vezes a minha mente a ideia de ajudar outras meninas a responderem dúvidas que sempre foram tão latentes em minha mente. A principal destas sempre foi o feminismo e o papel da mulher na sociedade. Espero que, por meio do meu testemunho, possa ajudar outras meninas a viver o real sentido da feminilidade cristã, idealizada por Deus para cada uma de nós.

Como o feminismo me matou
Acho que toda essa minha história de descobrir quem eu realmente sou começa, antes de tudo, no meu ensino médio. Desde muito nova, eu fui uma aluna muito interessada em política e envolvida em assuntos políticos. Vendo isso, muitos dos meus professores começaram (e fizeram) em mim um processo de uma lavagem cerebral em favor do comunismo, marxismo, feminismo e todas as suas vertentes e afins. 
Eu tive meu real encontro com Cristo como meu Salvador em janeiro de 2015, no meu último ano de ensino médio, e foi quando as dúvidas começaram. Depois de ter sido "doutrinada" naquelas teorias humanistas, eu achava que o mundo era machista, que eu tinha que lutar contra qualquer tipo de "imposição" do papel da mulher na sociedade, criei quase uma raiva contra o sexo masculino em geral.
Eu achava que tinha todas as respostas, e geralmente minhas respostas se reduziam unicamente ao feminismo. Até meu próprio pai eu comecei a ver como um machista terrível que só queria saber de oprimir a mim e a minha mãe. Mas, como uma recém-convertida, diversas dúvidas começaram a surgir, como: Deus é machista? Por que o homem deve ser o cabeça e não a mulher? Pode uma mulher ser cristã e feminista ao mesmo tempo? Com certeza, pelo menos uma dessas perguntas já deve ter passado pela sua cabeça. Na minha passavam milhares de vezes, mas como eu não tinha quem me explicasse a Bíblia e só tinha recebido um caminhão de informação feminista, acabei me apegando a essas “verdades” erradas. 

Em 2016, Deus fez uma reviravolta na minha vida e acabei indo parar no Seminário Bíblico Palavra da Vida para dedicar um ano da minha vida a Deus. De cara veio o choque: todas as meninas do meu quarto só sabiam falar de casamento, e eu mal sabia se eu queria casar! Todas as meninas do meu quarto falavam em quantos filhos elas queriam ter, eu nem queria ter filhos! 
Meu lado feminista tinha quase uma repulsa de tudo o que elas diziam, mas o meu outro lado queria conseguir entender de onde vinha essa vontade de ser tudo aquilo que o feminismo condenava e que na minha visão era ser "subjugada". 
O segundo choque veio no meio de uma aula, em que um professor pelo qual eu tenho muita admiração disse a seguinte frase, que nunca mais saiu da minha mente: "Meninas, deixem os meninos serem homens". O que ele queria dizer com aquilo? O que é deixar os meninos serem homens?
O terceiro choque veio em outra aula, em que o assunto sobre família vinha sendo debatido, e outro professor disse: "O primeiro ministério de uma mulher é a sua casa e o seu marido". Pronto, só de ele falar aquilo me deu vontade de sair correndo e gritar que aquele lugar era o mais sexista e machista do mundo. 
Mas mesmo em meio a todas essas dúvidas, Deus colocou pessoas no meu caminho que me guiaram para uma visão bíblica da feminilidade. Uma delas foi esse grande professor, André Gava, que em meio a tantas aulas e até conversas pessoais foi me mostrando a verdadeira visão do casamento e da visão de Deus para o papel de homem e de mulher. Deus colocou também grandes amigos (homens inclusive!), que viram que aquilo era uma dificuldade real para mim e se puseram a me ajudar e me mostrar essas verdades de como me tornar mais “feminina” na medida em que participávamos das programações do Seminário. Ganhei grandes irmãos com isso. 

Eu finalmente pude entender para quê Deus havia me criado! O real sentido de ser uma mulher é viver da forma que Deus planejou. Isso não só agradava a Ele, como respondia por completo toda e qualquer dúvida que eu tivesse.
É lógico que foi um processo longo (e até doloroso) o de entender que eu tinha estado num pecado tão grande como o feminismo, que me tira do centro da vontade de Deus e do que Ele planejou para minha vida. Em razão disso, vou listar para você as três principais coisas que eu aprendi nesse meu processo com Deus:

1. A submissão é um privilégio
Pode parecer um absurdo ler essa frase para algumas, e eu confesso que na primeira que eu ouvi eu fiquei louca. Mas vamos parar para pensar um pouco: a submissão bíblica nada mais é do que uma escolha minha, como mulher, de abrir mão de liderar o meu lar, para que meu marido cumpra aquilo que foi ordenado por Deus que ele fizesse. Então isso quer dizer que nós, mulheres, ficamos com o "papel mais fácil". 
Paulo diz em Efésios 5.22-25: "As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; ​porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela".
Vocês conseguem ver o tamanho da responsabilidade que é colocada aqui? O marido tem que amar sua esposa como Cristo amou a igreja; isso quer dizer que ele tem que estar disposto a morrer por ela. Convenhamos que a responsabilidade do homem é muito maior do que a nossa.

2. Ser a "parte frágil" não quer dizer ser fraca.
Quando lemos em 1Pedro 3.7, "Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações", temos que ver o que Pedro quis dizer com a parte da mulher ser "frágil". Pedro nunca quis dizer que a mulher é mais fraca ou tem menos valor que o homem.Antes, dadas as diferenças que Deus criou entre homem e mulher, a mulher em sua sensibilidade maior às coisas, sua delicadeza, sua piedade feminina, etc., deve ser alvo do zelo e do cuidado do homem. É como se em uma guerra, o marido sempre fosse o escudo da esposa. Afinal, assim como é nossa função sermos as auxiliadoras, é função deles serem nossos líderes e protetores. 

O terceiro ponto que eu quero mostrar é como todas essas verdades mudaram a minha vida e minha forma de ver o mundo. Quando eu entendi a vontade de Deus para mim como criatura feminina, todas as outras coisas se encaixaram como em um quebra-cabeça que só não tinha terminado ainda porque tinha perdido a ultima peça. 

3. Eu aprendi o que realmente significa ser solteira
Talvez essa tenha sido a parte mais difícil para mim, aprender o que significa ser uma mulher solteira que vive de acordo com a vontade de Deus. Eu sabia como deveria ser uma boa esposa, uma boa mãe, mas eu não via como aplicar isso neste momento da minha vida. Foi quando eu pedi para Deus me mostrar, e Ele mostrou.
Eu aprendi que, enquanto eu espero pela pessoa com quem eu vou me casar, eu tenho a oportunidade de aprender agora como ser uma mulher melhor para a minha futura família. O período da solteirice é muito mal visto pela sociedade em geral, quando na verdade é uma fase rica na vida da mulher. Nesse meu pouco tempo entendendo essa verdade, Deus tem me dado a oportunidade de aprender a ser mais e mais como as mulheres que Pedro descreve em sua carta:
"Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; Seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus". (1Pedro 3.3-4) Tenho aprendido a ser mais feminina, a exercitar minha piedade, a ter uma vida mais próxima com Deus, crescer em santidade e me preparar para os desafios que a vida de casada e de mãe me trarão.
Tenho agradecido pelos tempos tranquilos de devocionais, porque um dia eles serão preenchidos por livros de histórias para crianças. Tenho aprendido a agradecer a comida da minha mãe e aprender a cozinhar com ela, porque um dia eu vou cozinhar para a minha família e quero ser a melhor nisso. Tenho agradecido pelo meu tempo de estudo da Palavra porque um dia quero ajudar meu marido com qualquer coisa que ele precisar.
Tenho aprendido a ser esposa antes de casar, observando e fazendo amizades com casais que tem de 2 a 60 anos de casados, com e sem filhos, fora e dentro do ministério em tempo integral, os quais  têm me dado dicas e conselhos úteis que eu levarei para o meu lar.
Mas acima de tudo, o que eu mais peço a Deus em oração, e que eu aconselho que seja também a sua oração, não é pela pessoa com quem você vai se casar, porque eu creio que Deus já sabe tudo o que a gente deseja, e que Ele pode nos surpreender com até mais do que nós pedimos; mas o meu maior pedido de oração é que a cada dia Deus me torne mais e mais a verdadeira mulher virtuosa que Ele planejou que eu fosse, para que a cada dia eu possa aprender a servi-lo melhor, seja no meu ministério, no meu casamento ou na minha família (atual ou futura).
Antes de qualquer coisa, eu tenho sempre que me lembrar de que eu, solteira ou casada, vivo e existo para honrar e glorificar a Deus. Se o plano de Deus é que eu faça isso solteira ou casada eu ainda não sei, mas sei que antes de qualquer coisa esse é meu maior e principal significado para a vida. Como disse T. D. Jakes: "Como uma mulher solteira, eu buscarei as mesmas qualidades que Deus valoriza em uma esposa e mãe virtuosa - um espirito gentil, tranquilo, disposto a servir, submisso e confiável. Se o plano de Deus para mim for que eu me torne uma esposa e mãe, então eu esperarei pacientemente, sem me preocupar, até que Deus me mostre o marido de sua escolha. Enquanto isso, no entanto, o casamento não pode ser minha busca. Buscarei Ele". 

Espero que, de alguma forma, esse texto ajude você, e que meu testemunho de alguma forma tenha ajudado você a enxergar as coisas da forma como Deus vê. Porque sempre e primeiro temos que lembrar: "Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!" (Romanos 11.36)

 

Texto escrito por uma ex-aluna do Curso de Liderança e Discipulado, e atual aluna do Curso Teologico Ministerial no Seminario Bíblico Palavra da Vida.

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