Estágio - Palavra da Vida Caldas

"Meu nome é Matheus, tenho 18 anos e faço o CLD. Como moro em Goiânia, acabei fazendo o estágio de meio de ano no PV Caldas. Eu já frequentava a PV Caldas há algum tempo com minha família na época do carnaval, mas ia como hóspede, nunca havia ido de equipante. Então, só de estar lá para mim já estava sendo muito bom e muito empolgante. Fiquei em dois setores: livraria e líder de sala dos juniores junto com uma amiga do CLD (o que já foi uma surpresa, já que nunca havia sido equipante).

Foi uma experiência inesquecível, aprendi muito mais do que ensinei, e ensinei muito. Graças a Deus, ao final de cada semana, eu via o tanto que Deus havia trabalhado no coração de cada criança ali. Foram muitas experiências que me fizeram ver o tamanho de Deus e ficar mais uma vez impressionado como é grande o amor dEle por cada um.

Em especial, uma experiência me marcou muito na segunda semana. Ao final de cada semana, cada sala preparava um vídeo de apresentação do que havia sido feito naqueles dias. Por falha minha, por deixar tudo para a última hora, acabou que na primeira e na segunda semana não conseguimos mostrar o vídeo. Porém, em especial na segunda semana, fiquei muito decepcionado comigo mesmo, pois eu havia falhado de novo; além disso, vários pais ali queriam muito ver o vídeo e realmente expressaram decepção ao final da apresentação dos juniores quando viram que o vídeo não havia sido feito. Nisso, eu fui para trás de onde todos estavam sentados e chorei e pedi perdão para Deus pelo que havia acontecido e estava muito chateado. Então veio uma aluna minha perguntar o porquê de eu estar triste, e eu expliquei e pedi perdão para ela. Ela disse, “Não, tio. Não é pra você ficar triste. Hoje é nossa brincadeira noturna, e você tem que ficar feliz.” Eu fiquei bobo na hora e fiquei mais bobo ainda quando ela continuou: “Você não lembra o que foi a aula hoje de manhã?! Você não lembra o que eu falei no vídeo?! Não importa a circunstância, a gente tem que estar sempre grato e feliz a Deus e confiar nEle”. 

Eu fiquei muito emocionado nessa hora porque, além de ter visto como Deus trabalhou a vida daquela aluna, eu pude ver a graça dEle, pois ela havia sido adotada havia apenas 7 meses, e antes disso ela já havia morado na rua e tivera que se virar por um tempo. Ela me ensinou o que eu ensinara a todos.

Muitas vezes Deus fala conosco usando a pessoa que menos esperamos, e assim Ele demonstra Seu amor e Sua graça a cada dia mais. Agradeço a Deus por cada dia que passei naquele lugar e por cada dia que tenho passado aqui no CLD, cada dia aprendendo uma coisa nova e entendendo melhor e vendo o grande e misericordioso amor de DEUS na minha vida.

Agradeço ao Senhor por ter essa oportunidade de aprender tanto, e assim louvá-lO cada vez mais. Se você tem dúvidas sobre o CLD, se deve fazer ou não, não tenha. Eu achava que era desperdiçar um ano na minha faculdade, na minha carreira e tudo mais, mas vi que estou ganhando vários anos de experiência e me fortalecendo no Senhor a cada dia mais." Matheus Casale, Palavra da Vida Caldas Novas.

Estágio - Estância Palavra da Vida

"Quando me disseram que eu ia ficar na Estância, confesso que fiquei muito chateada. Afinal, pensava que não seria tão legal e até porque eu não tinha colocado meu entusiasmo nesse estágio.
Porém, depois da primeira semana (a semana do Rancho) meu coração já estava todo mudado. Primeiro porque eu nunca pensei que fosse sobreviver com cinco crianças (ou que ia deixá-las vivas até o final da semana – ha ha). Mas Deus usou cada criança que estava sob minha responsabilidade para me mostrar que quem estava no controle não era eu. Foi realmente muito bom ver que coisas que eu desprezava acabaram me cativando no final das contas. Eu vi Deus transformar meu coração em cada situação.
Já nas outras duas semanas, eu tive que cuidar de outras crianças e de jovens e adolescentes. Foi uma outra realidade dentro do mesmo local. Foi bom ver que pessoas que você nunca pensaria que teriam carência da Palavra de Deus estariam tão interessadas em passar algumas semanas em um lugar como esse para descansar; porque, em sua maioria, essas pessoas frequentavam igrejas, e isso já me fazia pensar que elas poderiam descansar em outros lugares. Mas eu pude presenciar a alegria de muitas delas ao terem suas vidas transformadas tão de pertinho.

Estou muito grata por ter feito meu estágio na Estância da Palavra da Vida. Sinto que, quando Deus me coloca em ocasiões como essas, a única coisa que Ele quer de mim é que eu aprenda a confiar  nEle." Raquel Drummond, Estância Palavra da Vida.

Estágio - Acampamento Palavra da Vida Jequitinhonha

"Equipar no Jequitinhonha é poder apreciar a natureza maravilhosa e compartilhar do amor de Deus. Essa foi minha frase para o vídeo da equipe e o que eu pude, de fato, viver no estágio. Durante essas duas semanas, pude crescer mais em Cristo, ver o quão pequena sou e o quanto eu preciso do Senhor para realizar a obra dele. Aprendi a confiar em seu poder e sua soberania, a realizar sua obra independente de haver frutos visíveis ou não. Sou grata a Deus pelo privilégio de poder servi-lo lá no Vale do Jequitinhonha.
Durante a primeira semana, pude trabalhar no setor de apoio e cuidar da decoração do acampamento. Aprendi que preciso fazer o trabalho com excelência independente do setor em que eu ficasse. Pude também falar do Evangelho para algumas acampantes e ver o desejo de muitas de viver verdadeiramente para Cristo.

Na segunda semana, tive a oportunidade de cuidar de quatro meninas, falar-lhes do Evangelho, desafiá-las a viver na perspectiva da eternidade, despindo-se diariamente do seu velho eu e deixando Cristo fazer a transformação. Nessa semana, reconheci de forma especial a graça e misericórdia de Deus para com a minha vida: embora eu seja tão indigna do seu imenso amor, Ele faz de mim um instrumento na sua obra de redenção." Victoria Christine, Acampamento Palavra da Vida Jequitinhonha.

 

Estágio - Acampamento Palavra da Vida

"Se há uma lição que eu aprendi nessas três semanas é que não existe nada melhor do que servir a Deus. E ter tido a oportunidade de servi-lO nessa temporada foi uma experiência que eu nunca vou esquecer.
Eu estava bastante animado com o fato de que iria para o Acampamento Palavra da Vida (APV), pois apesar de ser um estágio obrigatório, todo mundo que havia equipado lá me dizia que eram três semanas incríveis, então não tinha motivo para me preocupar. Chegando lá, minha expectativa era de ser conselheiro, mas acabou que fui parar na cozinha. Isso me deu um certo desânimo a princípio, mas percebi que se meu propósito ali era de servir, então eu deveria lavar pratos com o mesmo empenho que eu teria para ser conselheiro.
A primeira semana passou, e eu estava me sentindo meio mal, pois apesar de ter buscado dar o meu melhor para Deus na cozinha, percebi que não estava com o foco correto no acampamento em geral. No fundo, minha vontade estava apenas em divertir as crianças e fazer daquela semana uma das semanas mais divertidas que elas já tiveram. Eu estava tornando o acampamento um fim em si mesmo na minha mente, sendo que o objetivo principal daquilo tudo deveria ser glorificar a Deus e espalhar o evangelho. Então Deus me incomodou para reajustar meus objetivos na semana seguinte.

Na segunda semana acabei indo para o setor de comunicação e mídia, algo que eu não esperava nenhum pouco, mas que me trouxe bastante aprendizado. Eu alinhei meu foco no acampamento, mas agora estava incomodado, pois comecei a ter um sentimento de que meu trabalho de selecionar fotos para o CD não era “tão importante para o Reino” como o dos outros setores. Mas ao fim da semana, com a exortação de um amigo, enxerguei que, no futuro, alguém que foi no acampamento e se afastou de Deus, simplesmente por

olhar para algumas daquelas fotos, poderia se lembrar do que viveu e voltar para Cristo. Então percebi que, de fato, nenhum trabalho para o Senhor é em vão.
Na terceira semana, para a minha surpresa, fui conselheiro e pude ser usado por Deus para cuidar e abençoar a vida de oito garotos incríveis. Nunca pensei que o meu testemunho poderia ser usado de forma tão grande por Deus para impactar vidas, mas percebi que, pela graça dEle, foi isso que aconteceu. O grupo de jovens que entrou na terça no quarto Vermelho-1 foi um grupo diferente do que saiu no domingo. Todos eles entenderam sua missão e decidiram viver mais do evangelho e ser pequenos Cristos onde quer que fossem.
Saí desse acampamento com as costas todas doloridas, as pernas quebradas de tanto subir a ladeira para o Salão AUCA e com muito sono. Mas muito mais do que isso, saí de lá com o coração transbordando de alegria por ter tido o privilégio de servir a Deus e de ver como Ele continua agindo de forma sobrenatural na vida das pessoas." André Felipe, Acampamento Palavra da Vida.

Um fim de semana que mudou a minha vida!



Sabe quando você vê que Deus escolhe a dedo as pessoas que vão entrar na sua vida? Foi bem assim nesse fim de semana. Pra ser bem sincera, no começo estava bem nervosa e desanimada. Eram SETE vidas completamente diferentes da minha. SETE meninas pedindo por atenção. SETE realidades opostas, longe da vida privilegiada que tive. Histórias diferentes, famílias desconectadas, corações entregues aos prazeres do pecado. SETE olhares pedindo por socorro. SETE vidas que necessitavam do amor de Deus e da sua graça para serem salvas.


Ao passo que elas foram chegando, pedi a Deus e me comprometi a fazer daquele fim de semana o melhor da vida delas. Só então entrei na onda de cabeça, esqueci um pouco de mim e das coisas que queria ou não queria fazer. Conversei, brinquei, me sujei, chorei junto e briguei quando necessário. Foi incrível ouvir da minha boca mensagens que nunca achei que fosse capaz de falar. Eu não sou, mas Deus é, e vi que Ele me usou para falar do amor dEle.

 

Durante as conversas, fiquei preocupada e ao mesmo tempo feliz quando ouvi, “Você não sabe o que eu já fiz. Eu não mereço isso." Eu me preocupei por saber que meninas de 13 e 14 anos já haviam passado por tanta coisa, mas alegre por ver que o primeiro passo havia sido dado: reconhecer que não eram boas e não mereciam a salvação.



Cresci num lar cristão. Nunca me desviei tanto a ponto de fazer o que algumas ali já haviam feito ou dizer que cheguei no fundo do poço. E essa foi a dificuldade que encontrei quando falei meu testemunho. “Tia, você não fez nada do que eu fiz, não cometeu os mesmos erros que eu. É claro que Ele vai perdoar você." Era aí que o segundo passo seria dado: conhecer o amor de Deus e saber que Ele nos ama apesar de nós.

Durante os momentos com meu pequeno grupo, vi que estavam cada vez mais interessadas no que era dito. Ao fim do acampamento, apenas uma tomou uma decisão clara de seguir a Cristo.

Sempre antes de temporadas, escutava que deveríamos amar os acampantes como se fosse a única oportunidade de eles conhecerem a Deus e receberem amor. Sei que a semente foi plantada e agradeço a Deus pela oportunidade de poder ser usada na obra dEle.
  




Gabriela Mendonça, aluna do Curso de Liderança e Discipulado em 2017.

Minha libertação do feminismo



Bem-vinda ao século XXI. Nada é real, apenas o que você deseja que seja. A sua verdade é única e exclusivamente sua, sem obrigação nenhuma de fazer sentido para o resto do mundo, porque o que importa é como você se sente sobre ela. Valores são relativos, a moral é questionável. Sendo eu uma garota de 18 anos, cristã, veio várias vezes a minha mente a ideia de ajudar outras meninas a responderem dúvidas que sempre foram tão latentes em minha mente. A principal destas sempre foi o feminismo e o papel da mulher na sociedade. Espero que, por meio do meu testemunho, possa ajudar outras meninas a viver o real sentido da feminilidade cristã, idealizada por Deus para cada uma de nós.

Como o feminismo me matou
Acho que toda essa minha história de descobrir quem eu realmente sou começa, antes de tudo, no meu ensino médio. Desde muito nova, eu fui uma aluna muito interessada em política e envolvida em assuntos políticos. Vendo isso, muitos dos meus professores começaram (e fizeram) em mim um processo de uma lavagem cerebral em favor do comunismo, marxismo, feminismo e todas as suas vertentes e afins. 
Eu tive meu real encontro com Cristo como meu Salvador em janeiro de 2015, no meu último ano de ensino médio, e foi quando as dúvidas começaram. Depois de ter sido "doutrinada" naquelas teorias humanistas, eu achava que o mundo era machista, que eu tinha que lutar contra qualquer tipo de "imposição" do papel da mulher na sociedade, criei quase uma raiva contra o sexo masculino em geral.
Eu achava que tinha todas as respostas, e geralmente minhas respostas se reduziam unicamente ao feminismo. Até meu próprio pai eu comecei a ver como um machista terrível que só queria saber de oprimir a mim e a minha mãe. Mas, como uma recém-convertida, diversas dúvidas começaram a surgir, como: Deus é machista? Por que o homem deve ser o cabeça e não a mulher? Pode uma mulher ser cristã e feminista ao mesmo tempo? Com certeza, pelo menos uma dessas perguntas já deve ter passado pela sua cabeça. Na minha passavam milhares de vezes, mas como eu não tinha quem me explicasse a Bíblia e só tinha recebido um caminhão de informação feminista, acabei me apegando a essas “verdades” erradas. 

Em 2016, Deus fez uma reviravolta na minha vida e acabei indo parar no Seminário Bíblico Palavra da Vida para dedicar um ano da minha vida a Deus. De cara veio o choque: todas as meninas do meu quarto só sabiam falar de casamento, e eu mal sabia se eu queria casar! Todas as meninas do meu quarto falavam em quantos filhos elas queriam ter, eu nem queria ter filhos! 
Meu lado feminista tinha quase uma repulsa de tudo o que elas diziam, mas o meu outro lado queria conseguir entender de onde vinha essa vontade de ser tudo aquilo que o feminismo condenava e que na minha visão era ser "subjugada". 
O segundo choque veio no meio de uma aula, em que um professor pelo qual eu tenho muita admiração disse a seguinte frase, que nunca mais saiu da minha mente: "Meninas, deixem os meninos serem homens". O que ele queria dizer com aquilo? O que é deixar os meninos serem homens?
O terceiro choque veio em outra aula, em que o assunto sobre família vinha sendo debatido, e outro professor disse: "O primeiro ministério de uma mulher é a sua casa e o seu marido". Pronto, só de ele falar aquilo me deu vontade de sair correndo e gritar que aquele lugar era o mais sexista e machista do mundo. 
Mas mesmo em meio a todas essas dúvidas, Deus colocou pessoas no meu caminho que me guiaram para uma visão bíblica da feminilidade. Uma delas foi esse grande professor, André Gava, que em meio a tantas aulas e até conversas pessoais foi me mostrando a verdadeira visão do casamento e da visão de Deus para o papel de homem e de mulher. Deus colocou também grandes amigos (homens inclusive!), que viram que aquilo era uma dificuldade real para mim e se puseram a me ajudar e me mostrar essas verdades de como me tornar mais “feminina” na medida em que participávamos das programações do Seminário. Ganhei grandes irmãos com isso. 

Eu finalmente pude entender para quê Deus havia me criado! O real sentido de ser uma mulher é viver da forma que Deus planejou. Isso não só agradava a Ele, como respondia por completo toda e qualquer dúvida que eu tivesse.
É lógico que foi um processo longo (e até doloroso) o de entender que eu tinha estado num pecado tão grande como o feminismo, que me tira do centro da vontade de Deus e do que Ele planejou para minha vida. Em razão disso, vou listar para você as três principais coisas que eu aprendi nesse meu processo com Deus:

1. A submissão é um privilégio
Pode parecer um absurdo ler essa frase para algumas, e eu confesso que na primeira que eu ouvi eu fiquei louca. Mas vamos parar para pensar um pouco: a submissão bíblica nada mais é do que uma escolha minha, como mulher, de abrir mão de liderar o meu lar, para que meu marido cumpra aquilo que foi ordenado por Deus que ele fizesse. Então isso quer dizer que nós, mulheres, ficamos com o "papel mais fácil". 
Paulo diz em Efésios 5.22-25: "As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; ​porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido. Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela".
Vocês conseguem ver o tamanho da responsabilidade que é colocada aqui? O marido tem que amar sua esposa como Cristo amou a igreja; isso quer dizer que ele tem que estar disposto a morrer por ela. Convenhamos que a responsabilidade do homem é muito maior do que a nossa.

2. Ser a "parte frágil" não quer dizer ser fraca.
Quando lemos em 1Pedro 3.7, "Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações", temos que ver o que Pedro quis dizer com a parte da mulher ser "frágil". Pedro nunca quis dizer que a mulher é mais fraca ou tem menos valor que o homem.Antes, dadas as diferenças que Deus criou entre homem e mulher, a mulher em sua sensibilidade maior às coisas, sua delicadeza, sua piedade feminina, etc., deve ser alvo do zelo e do cuidado do homem. É como se em uma guerra, o marido sempre fosse o escudo da esposa. Afinal, assim como é nossa função sermos as auxiliadoras, é função deles serem nossos líderes e protetores. 

O terceiro ponto que eu quero mostrar é como todas essas verdades mudaram a minha vida e minha forma de ver o mundo. Quando eu entendi a vontade de Deus para mim como criatura feminina, todas as outras coisas se encaixaram como em um quebra-cabeça que só não tinha terminado ainda porque tinha perdido a ultima peça. 

3. Eu aprendi o que realmente significa ser solteira
Talvez essa tenha sido a parte mais difícil para mim, aprender o que significa ser uma mulher solteira que vive de acordo com a vontade de Deus. Eu sabia como deveria ser uma boa esposa, uma boa mãe, mas eu não via como aplicar isso neste momento da minha vida. Foi quando eu pedi para Deus me mostrar, e Ele mostrou.
Eu aprendi que, enquanto eu espero pela pessoa com quem eu vou me casar, eu tenho a oportunidade de aprender agora como ser uma mulher melhor para a minha futura família. O período da solteirice é muito mal visto pela sociedade em geral, quando na verdade é uma fase rica na vida da mulher. Nesse meu pouco tempo entendendo essa verdade, Deus tem me dado a oportunidade de aprender a ser mais e mais como as mulheres que Pedro descreve em sua carta:
"Não seja o adorno da esposa o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; Seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus". (1Pedro 3.3-4) Tenho aprendido a ser mais feminina, a exercitar minha piedade, a ter uma vida mais próxima com Deus, crescer em santidade e me preparar para os desafios que a vida de casada e de mãe me trarão.
Tenho agradecido pelos tempos tranquilos de devocionais, porque um dia eles serão preenchidos por livros de histórias para crianças. Tenho aprendido a agradecer a comida da minha mãe e aprender a cozinhar com ela, porque um dia eu vou cozinhar para a minha família e quero ser a melhor nisso. Tenho agradecido pelo meu tempo de estudo da Palavra porque um dia quero ajudar meu marido com qualquer coisa que ele precisar.
Tenho aprendido a ser esposa antes de casar, observando e fazendo amizades com casais que tem de 2 a 60 anos de casados, com e sem filhos, fora e dentro do ministério em tempo integral, os quais  têm me dado dicas e conselhos úteis que eu levarei para o meu lar.
Mas acima de tudo, o que eu mais peço a Deus em oração, e que eu aconselho que seja também a sua oração, não é pela pessoa com quem você vai se casar, porque eu creio que Deus já sabe tudo o que a gente deseja, e que Ele pode nos surpreender com até mais do que nós pedimos; mas o meu maior pedido de oração é que a cada dia Deus me torne mais e mais a verdadeira mulher virtuosa que Ele planejou que eu fosse, para que a cada dia eu possa aprender a servi-lo melhor, seja no meu ministério, no meu casamento ou na minha família (atual ou futura).
Antes de qualquer coisa, eu tenho sempre que me lembrar de que eu, solteira ou casada, vivo e existo para honrar e glorificar a Deus. Se o plano de Deus é que eu faça isso solteira ou casada eu ainda não sei, mas sei que antes de qualquer coisa esse é meu maior e principal significado para a vida. Como disse T. D. Jakes: "Como uma mulher solteira, eu buscarei as mesmas qualidades que Deus valoriza em uma esposa e mãe virtuosa - um espirito gentil, tranquilo, disposto a servir, submisso e confiável. Se o plano de Deus para mim for que eu me torne uma esposa e mãe, então eu esperarei pacientemente, sem me preocupar, até que Deus me mostre o marido de sua escolha. Enquanto isso, no entanto, o casamento não pode ser minha busca. Buscarei Ele". 

Espero que, de alguma forma, esse texto ajude você, e que meu testemunho de alguma forma tenha ajudado você a enxergar as coisas da forma como Deus vê. Porque sempre e primeiro temos que lembrar: "Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!" (Romanos 11.36)

 

Texto escrito por uma ex-aluna do Curso de Liderança e Discipulado, e atual aluna do Curso Teologico Ministerial no Seminario Bíblico Palavra da Vida.